Fundada no ano 2000, a Montecastro nasceu de um sonho compartilhado pelos amigos Julio Iglesias e Pedro J. Ramírez: o de produzirem vinhos de altíssima gama no coração de Ribera del Duero.
Bertrand Erhard – reputado enólogo francês – se juntou ao projeto e conduziu a vinificação das primeiras safras, que foram um sucesso imediato de crítica.
A ascensão meteórica da Montecastro chamou a atenção de Peter Sisseck, responsável pelo mítico Pingus. Em 2012, sua Hacienda Monasterio adquiriu uma fatia generosa da Montecastro, e Peter designou Carlos de La Fuente, seu braço direito, para comandar a enologia da Bodega.
O que já era excelente, ficou ainda melhor!
Sei disso, pois sou fã de longa data deste produtor. Foi um Montecastro 2006 a escolha para o jantar no qual pedi minha esposa em casamento. Se a qualidade do vinho ajudou ela a aceitar o pedido, não sei, mas com certeza não dificultou.
Por muito tempo a Montecastro ficou sem importador no Brasil, então foi com um misto de expectativa e conexão emocional que provei o recém-chegado Reserva 2020, rótulo que selecionei para este domingo aqui na VinumDay.
Minha primeira impressão foi: como é bom se surpreender positivamente com algo que já carrega uma expectativa elevada — que vinhaço!
Blend dominado pela Tinto Fino – nome local para a Tempranillo – e "temperado" com 5% de Cabernet Sauvignon, o Reserva 2020 amadureceu por 19 meses, dos quais 3 em tanques de concreto e 16 em barricas de carvalho Allier.
Na taça, convence de imediato.
Opulento, mas refinado e cheio de tensão, mostra um ataque vibrante, e uma paleta de sabores que vai se abrindo em camadas. Os taninos granulados e acidez suculenta sustentam um conjunto recheado de ameixas negras, amoras e cassis. Logo aparecem toques achocolatados e de couro, com o final trazendo ainda nuances especiadas e defumadas.
Tem muito para ganhar com a guarda – vejo potencial para mais uns bons 10 anos de evolução – mas já entrega um grande prazer no momento.
Companhia perfeita para um belo lechazo (cordeiro assado na lenha, típico de Ribera), queijos maduros e cortes de charcutaria, ou então, um pedido de casamento ;-)
36 garrafas disponíveis. Minto, 34! Duas já garanti na minha adega.
por Mauricio Ceccon
@vinhonaclasse
DipWSET, ASI Dip, ISG Dip
French, Italian e Spanish Wine Scholar (WSG)
Master in Bourgogne (WSG)
Juiz Internacional de Vinhos (FISAR/IWTO)
Embaixador de Rioja, Jerez e Valpolicella
Fundada no ano 2000, a Montecastro nasceu de um sonho compartilhado pelos amigos Julio Iglesias e Pedro J. Ramírez: o de produzirem vinhos de altíssima gama no coração de Ribera del Duero.
Bertrand Erhard – reputado enólogo francês – se juntou ao projeto e conduziu a vinificação das primeiras safras, que foram um sucesso imediato de crítica.
A ascensão meteórica da Montecastro chamou a atenção de Peter Sisseck, responsável pelo mítico Pingus. Em 2012, sua Hacienda Monasterio adquiriu uma fatia generosa da Montecastro, e Peter designou Carlos de La Fuente, seu braço direito, para comandar a enologia da Bodega.
O que já era excelente, ficou ainda melhor!
Sei disso, pois sou fã de longa data deste produtor. Foi um Montecastro 2006 a escolha para o jantar no qual pedi minha esposa em casamento. Se a qualidade do vinho ajudou ela a aceitar o pedido, não sei, mas com certeza não dificultou.
Por muito tempo a Montecastro ficou sem importador no Brasil, então foi com um misto de expectativa e conexão emocional que provei o recém-chegado Reserva 2020, rótulo que selecionei para este domingo aqui na VinumDay.
Minha primeira impressão foi: como é bom se surpreender positivamente com algo que já carrega uma expectativa elevada — que vinhaço!
Blend dominado pela Tinto Fino – nome local para a Tempranillo – e "temperado" com 5% de Cabernet Sauvignon, o Reserva 2020 amadureceu por 19 meses, dos quais 3 em tanques de concreto e 16 em barricas de carvalho Allier.
Na taça, convence de imediato.
Opulento, mas refinado e cheio de tensão, mostra um ataque vibrante, e uma paleta de sabores que vai se abrindo em camadas. Os taninos granulados e acidez suculenta sustentam um conjunto recheado de ameixas negras, amoras e cassis. Logo aparecem toques achocolatados e de couro, com o final trazendo ainda nuances especiadas e defumadas.
Tem muito para ganhar com a guarda – vejo potencial para mais uns bons 10 anos de evolução – mas já entrega um grande prazer no momento.
Companhia perfeita para um belo lechazo (cordeiro assado na lenha, típico de Ribera), queijos maduros e cortes de charcutaria, ou então, um pedido de casamento ;-)
36 garrafas disponíveis. Minto, 34! Duas já garanti na minha adega.
por Mauricio Ceccon
@vinhonaclasse
DipWSET, ASI Dip, ISG Dip
French, Italian e Spanish Wine Scholar (WSG)
Master in Bourgogne (WSG)
Juiz Internacional de Vinhos (FISAR/IWTO)
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